Maria Fernanda
Maria Fernanda Meireles Correia Dias (Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1928 – Rio de Janeiro, 30 de julho de 2022) foi uma atriz brasileira, filha da poetisa Cecília Meireles e do pintor Fernando Correia Dias. É considerada uma das grandes damas do teatro brasileiro, ao lado de nomes como Tônia Carrero, Cacilda Becker e Fernanda Montenegro. Apesar da vasta carreira no teatro, também destacou-se na televisão com Gabriela (1975), Pai Herói (1979) e Dona Beija (1986). Maria Fernanda faleceu em decorrência de uma pneumonia bacteriana, após quatro dias internada na Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio. Maria Fernanda Meirelles Correia Dias nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1925, filha da poetisa Cecília Meireles e do artista plástico português Fernando Correia Dias, estudou teatro na Escola de Arte Dramática Old Vic, em Bristol, Inglaterra. Estreia como atriz, em 1948, no Teatro do Estudante do Brasil (TEB), de Paschoal Carlos Magno, interpretando Ofélia, em "Hamlet", de William Shakespeare, com direção de Hoffmann Harnich, adotando o nome de Maria Fernanda. Com seu timbre de voz forte e peculiar, participa, em 1954, de três montagens da Companhia Dramática Nacional: As Casadas Solteiras, de Martins Pena, direção de José Maria Monteiro, Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, direção de Bibi Ferreira e Cidade Assassinada, de Antonio Callado. Entre 1962 e 1963, atua em umas montagens diferentes de Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, uma com direção de Augusto Boal, em São Paulo, e a outra dirigida por Flávio Rangel, na temporada carioca, pela qual recebe os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de melhor atriz de 1963. Neste mesmo ano, vai para Paris e faz um curso com o ator e mímico Jean Louis Barrault. Ao voltar para o Brasil, em 1965, protagoniza Santa Joana, de Bernard Shaw, dirigida por Flávio Rangel. Em 1970, recebe o Prêmio Molière por seu trabalho na montagem carioca de O Balcão, de Jean Genet, dirigida por Eros Martim. Volta a trabalhar com esse diretor em 1971, em Senhorita Júlia, de August Strindberg, Jardim das Delícias, de Fernando Arrabal. Em temporada paulista, no Teatro Oficina, atua em As Três Irmãs, de Anton Tchecov, com direção de José Celso Martinez Corrêa, em 1972. E, em 1979, faz parte do elenco da estreia do texto de Leilah Assumpção, Vejo Um Vulto na Janela, Me Acudam Que Sou Donzela, dirigido por Emílio Di Biasi. Na televisão, destacou-se em novelas como Gabriela, Pai Herói e Dona Beija. No cinema, estreou em 1946, no filme Sempre Resta Uma Esperança, seguido de uma adaptação do romance Terra Violenta, de Jorge Amado, para a Atlântida. Ao todo foram 18 filmes, com destaque para Luz Apagada (1953) e Carlota Joaquina - Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati, onde interpreta D. Maria I. Foi casada com o diretor Luiz Gallon (1956-1963), com quem teve um filho: Luiz Heitor Fernando Meireles Gallon; e com o pintor e escritor Oscar Araripe (1963-1968).