Glória Magadan
María Magdalena Iturrioz y Placencia nasceu em Havana, capital de Cuba, em 1920. Começou sua carreira escrevendo radionovelas nos anos 1940. Seu primeiro sucesso foi Cuando Se Quiere un Enemigo. Nessa época começou a trabalhar no departamento de publicidade da empresa Colgate-Palmolive. Após a Revolução Cubana exilou-se em Miami, sempre a serviço da empresa, que era uma grande produtora de radionovelas. Em 1964 Glória Magadan veio para o Brasil, supervisionar a adaptação de uma série de telenovelas produzidas pela Colgate-Palmolive na TV Tupi de São Paulo. Entre as novelas produzidas nessa fase, sob a supervisão de Magadan estão Gutierritos, o Drama dos Humildes (1964), O Sorriso de Helena (1964), A Cor de Sua Pele (1965), Teresa (1965), O Cara Suja (1965) e A Outra (1965). Todas adaptadas por Walter George Durst . Em 1965, sempre na Colgate-Palmolive, passou a atuar na TV Globo, emissora carioca que comprara a TV Paulista e expandia seu domínios como rede nacional. Sua primeira novela na emissora foi Paixão de Outono, baseada num texto de Osman Lins. No ano seguinte escreveria o primeiro grande sucesso da TV Globo, a novela Eu Compro Esta Mulher, protagonizada pelo casal Carlos Alberto e Yoná Magalhães, que se tornariam os maiores ídolos da emissora na época. No mesmo ano emplacou outro grande sucesso, O Sheik de Agadir, protagonizada por Henrique Martins, um alemão de olhos azuis. Glória Magadan passou então a ser a manda chuva do departamento de telenovelas da emissora carioca, escrevendo e supervisionando textos de outros autores, entre eles Janete Clair, Hedy Maia, Moysés Weltman e Dias Gomes. A autora tinha especial predileção por histórias inverossímeis, de temáticas fantasiosas, melodramas ambientados em terras longínquas (India, África, México, Japão, Espanha, Itália, Viena, Chicago), bastante distante da realidade brasileira. O gênero, conhecido como “capa-e-espada” imperou, com sucesso, até o final da década de 1960, quando a TV Tupi lançou novelas de temáticas modernas, com tipos comuns e ambientadas no Brasil (Beto Rockfeller, Antônio Maria, Nino o Italianinho). Da autoria de Glória Magadan estão ainda as novelas A Rainha Louca (1967), A Sombra de Rebecca (1967), O Homem Proibido (1968), A Gata de Vison (1967), O Santo Mestiço (1968) e A Última Valsa (1969). Como supervisora, atuou em O Rei dos Ciganos (1967), Anastácia (1968), Sangue e Areia (1968), A Grande Mentira (1968), Passo dos Ventos (1968), A Rosa Rebelde (1969) e A Ponte dos Suspiros (1969). Nessa época, graças ao sucesso de suas tramas, era conhecida como "a Rainha da telenovela" e "a feiticeira". Em 1969, quando a TV Globo quis modernizar seu departamento de telenovelas, Glória Magadan foi desligada da emissora, indo para a TV Tupi, onde tentou mudar seu estilo e escreveu E Nós, Aonde Vamos?. A novela, no entanto, não fez sucesso e a autora retornou a Miami. Na década de 1970, escreveu telenovelas para a rede Televisa do México e para a RCTV, da Venezuela. Glória Magadan viveu em Miami até sua morte, em 27 de Junho de 2001, aos 80 anos de idade.